8ª TECO Latin America discute transição energética e oportunidades

Durante a 8ª Teco Latin America, algumas das expressões mais discutidas durante o evento foram transição energética, sustentabilidade e oportunidade.

Cerca de 15% da produção brasileira de etanol vem do milho. O dado foi revelado durante a 8ª TECO Latin America 2022, que aconteceu em São Paulo.

Algumas das expressões mais discutidas durante o evento foram transição energética, sustentabilidade e oportunidade.

Nova planta de etanol de milho

Etanol de milho

“A indústria tem amadurecido, ganhado competitividade. Investiu em tecnologia de ponta, expandiu fronteiras, enfrentou conflitos geopolíticos e sobreviveu à crise sanitária”, disse William Yassumoto, presidente regional da Novozymes América Latina durante a abertura do evento.

O etanol de milho brasileiro é apontado como uma “nova versão” da tecnologia que o Brasil já tem domínio, e representa um futuro além do que já é estimado para o etanol.

Tanto que a empresa anunciou a construção de uma nova planta de produção de etanol de milho no Paraná.

Sebo bovino também pode se tornar biocombustível

Durante a 8ª TECO Latin America, Ana Loureiro, gerente de desenvolvimento de negócios da Argus Media, explicou que, além do milho, o sebo bovino também é uma aposta da indústria do biocombustível.

“Na prática, o biocombustível nada mais é que a o tratamento de uma gordura, seja de origem vegetal ou animal, que passa por um processo de hidrogenação. Diferentemente de outros biocombustíveis, como o biodiesel, o etanol é igual a um combustível fóssil”, detalha.

8ª TECO Latin America também discute oportunidades para o futuro

8ª Teco Latin America

A sustentabilidade permeou todas as discussões do evento. Desde como base para as próximas ações no campo, ou como resultado da aplicação de tecnologias que racionalizam o uso de água ou energia.

A diretora executiva do Rabobank, Fabiana Alves, lembrou que o Banco Central Europeu demandou que todos os bancos fizessem a contabilidade de emissões de carbono nos portfólios e determinassem metas de redução até 2030.

“O Banco Central do Brasil também determinou que sejam estabelecidas metas para a redução de emissão. Então, dentro da indústria financeira, a sustentabilidade e os negócios nunca se separaram. E aqueles que são sustentáveis são mais atrativos, já que é um compromisso para com a sociedade”, disse.