Estudo vai fazer levantamento de animais de médio e grande porte no Cerrado

Estudo quer saber como vivem os animais no Cerrado nas fazendas de soja, e, assim, promover a integração entre homem e natureza.

Uma iniciativa vai permitir o levantamento de dados de animais que vivem em áreas agrícolas no Cerrado,  em que um dos principais símbolos é o lobo-guará.

A ideia é mapear todos os animais de médio e grande porte que vivem no bioma, dentro de propriedades rurais.

A região abriga também o Parque Vida Cerrado, primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Oeste baiano

Diego di Martino, líder de sustentabilidade da ADM Latam conversou com o Planeta Campo para falar sobre quais são os objetivos do estudo.

O que se pretende descobrir?

Animais no cerrado

Di Martino afirma que os estudos que existem hoje mapeiam a vida animal em vários ambientes, mas pouco se sabe sobre como é a interação em fazendas de soja.

“É isso que estamos querendo medir com esse projeto. Por meio de uma parceria com o Parque Vida Cerrado vamos fazer a captura, de forma correta, dos animais e colocar sistemas de monitoramento por meio de GPS para sabermos os hábitos deles”, explica.

Todo esse processo vai ser acompanhado por especialistas, para garantir que tudo seja feito respeitando o bioma e a liberdade deles.

Humanos e animais no Cerrado: parceria

cerrado

O objetivo final do estudo é fazer com que a relação entre os animais no Cerrado e a vida humana andem em conjunto, com o menor impacto possível.

“Queremos fazer com que todos andem em conjunto, em harmonia e parceria”, acrescenta.

O líder de sustentabilidade da ADM afirma também que existem projetos em andamento com escolas da região, para que a nova geração possa conhecer o bioma, a biodiversidade do Cerrado e, assim, perpetuar a preservação do espaço.

ESG também está presente no projeto

O meio ambiente (environment) e o social já estão automaticamente incluídas nesse projeto, mas, Diego Di Martino afirma que a governança também está presente nas ações de engajamento com fazendeiros e escolas, que permitem uma aproximação com os animais no Cerrado.

“Creio que o estudo poderá criar vários protocolos e procedimentos que possam ser aplicados não só no Cerrado, mas também em outros biomas”, explica.