Assocon cria comitê para melhorar comunicação da pecuária com público urbano

Entres outros objetivos do comitê estão estreitar laços institucionais para fortalecer a pecuária e fomentar a pesquisa em torno do clima brasileiro.

A Assocon (Associação Nacional da Pecuária Intensiva) criou um comitê para aprimorar e alavancar a comunicação a respeito da atividade da pecuária intensiva, principalmente sobre os temas meio ambiente e sustentabilidade.

De acordo com o membro do comitê e diretor geral da Assocon, Eduardo Lunardelli, a pecuária brasileira além da importância alimentar para o mundo, tem sido vítima de muita desinformação e mitos, que desvirtuam a realidade natural da pecuária, feita com intensificação e responsabilidade.

“O objetivo foi criar o comitê para atender três pontos: aprimorar a comunicação para os dois públicos principais, cidadão urbano e indústria; realizar articulações institucionais e assim unir esforços em prol da boa pecuária tropical brasileira e, fomentar o desenvolvimento da pesquisa climática em torno da pecuária tropical, colocando o Brasil como líder na formulação dessa ciência”, explicou.

O Comitê

O comitê terá reuniões ordinárias mensais e ao longo do tempo irá articular-se com entidades de iniciativas específicas, especialmente na área de pesquisa científica climática.

“O Brasil ainda é muito recipiente de ciência que não se adequa exatamente ao sistema produtivo brasileiro, o que nos traz muitos problemas, inclsuive de comunicação. Então, resumindo, o que vamos fazer é agregar esforços com outros agentes da indústria de produção pecuária, de forma a estabelecer a perseguição dos três objetivos”.

Comunicação na pecuária

Durante a entrevista ao Planeta Campo, o diretor também apontou a comunicação como o maior desafio. Segundo Lunardelli, um dos públicos com maior dificuldade é o da indústria pecuária.

“É nosso objetivo levar pra esse público como funcionam os bastidores das políticas ambientais climáticas no Brasil e exterior. E ao fazer isso, daremos condição de forma disseminada para que ela [a indústria] comunique melhor a natureza da atividade”, frisou.

Lunardelli ainda informou que já vê avanços nos esforços de comunicação, mas que atualmente é necessária uma compreensão mais profunda do modus operandi da pecuária brasileira.

“Se conseguirmos explicar como funcionam os fenômenos naturais de uma pecuária responsável, que ganha produtividade e portanto precisa elevar os indicadores pra dentro da sua propriedade, para o mundo pecuário, conseguiremos replicar de forma orgânica uma comunicação mais eficaz”, conlcuiu.