Cooperativa de cacau ajuda produtores a vender e exportar produtos

Para ajudar produtores na venda da produção, a formação de cooperativa de cacau tem se mostrado uma solução em que todos saem ganhando

O Planeta Campo já contou como o cacau tem impulsionado a agricultura familiar, a produção do cacau em sistemas agroflorestais e como as assessorias técnicas podem auxiliar o produtor a evitar perdas na lavoura.

Mas, na hora de vender o produto, sempre surgem algumas dúvidas. E, para isso, foi criada a figura da cooperativa de cacau, que faz a interlocução dos produtores com o mercado, além de dar orientações sobre como atingir o máximo de lucro.

O que a cooperativa de cacau faz?

Cooperativa De Cacau

As cooperativas de cacau tem auxiliado na integração entre os produtores e potenciais consumidores, por meio de cursos, orientações e até negociação.

Pedro Ronca, coordenador do CocoaAction, explica que a cooperativa do cacau é mais desenvolvida no Pará e na Bahia, que são os Estados que mais produzem o fruto no país.

“Porém, isso pode ser muito mais desenvolvido. Dentro do projeto Cacau 20/30, que nós lançamos, um dos itens é o fortalecimento das cooperativas“, detalha.

Estima-se que existam 30 cooperativas de cacau atuando hoje no Brasil.

Cultura de comercialização do cacau

Cacau Grao Amendoa | Planeta Campo

Para Anna Paula Losi, diretora executiva da Associação Nacional de Produtores de Cacau (AIPC), o produtor tem que aprender que não precisa vender o cacau assim que o fruto é colhido.

A venda tem que acontecer no momento certo e que seja vantajoso para ele.

E para isso ele precisa ter uma estrutura, e a cooperativa pode ser essa estrutura de negociação de armazenagem, de treinamento. E, olhando para o futuro, onde a gente vai ter capacidade de exportação de amêndoa, a rede de apoio se torna ainda mais importante. Um produtor sozinho não vai conseguir exportar”, explica.

E o preço do cacau?

Cacau 19.jul | Planeta Campo

O produtor pode saber quanto vai ganhar na venda da amêndoa olhando o mercado internacional. Especificamente, a Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos.

“O cacau é uma commodity. Por isso, é precificado por Bolsa. O cacau brasileiro só é aceito pela Bolsa de Nova York”, acrescenta Anna.

A cotação oscila de acordo com uma regra básica (e antiga) de mercado: a lei da oferta e da procura. É aí que a cooperativa de cacau entra como aliado, na avaliação dos especialistas.