COP 27: Confira os principais pontos do discurso do novo presidente eleito

O novo presidente  também mencionou uma promessa feita ao longo da campanha eleitoral: a criação do ministério dos povos originários.

O novo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, atraiu uma multidão nos pavilhões e em uma sala de reuniões ao enfatizar que o Brasil fará grandes esforços contra o desmatamento ilegal na Amazônia.

O representante do executivo, que estará à frente do país entre 2023 e 2026, anunciou que pretende sediar a COP30 em 2025. Destacou ainda que gostaria que o evento acontecesse em um estado amazônico e defendeu que a luta contra a mudança climática e contra a pobreza e a desigualdade devem andar juntas.

O petista se comprometeu a proteger o bioma amazônico e fiscalizar atividades ilegais, como garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.”Não há segurança climática para o mundo sem uma Amazônia protegida. Não mediremos esforços para zerar o desmatamento e a degradação de nossos biomas até 2030. 

Lula propôs uma cúpula de países vizinhos  para discutir a promoção do desenvolvimento integrado na região. “Quero também propor duas importantes iniciativas, a serem apresentadas formalmente pelo meu governo, que se iniciará no dia primeiro de janeiro de 2023. A primeira iniciativa é a realização da cúpula dos países membros do tratado de cooperação amazônica. Para que Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela possam, pela primeira vez, discutir de forma soberana a promoção do desenvolvimento integrado da região, com inclusão social e responsabilidade climática.”

Ao abordar iniciativas de cooperação internacional para a preservação da Amazônia, o presidente eleito defendeu a realização da cúpula dos países membros do tratado de cooperação, e afirmou que quer realizar a COP30 no Brasil. “A segunda iniciativa é oferecer o brasil para sediar a cop 30, em 2025. seremos cada vez mais afirmativos diante do desafio de enfrentar a mudança do clima, alinhados com os compromissos acordados em Paris”.

 O novo presidente  também mencionou uma promessa feita ao longo da campanha eleitoral: a criação do ministério dos povos originários.”Por isso, vamos criar o ministério dos povos originários, para que os próprios indígenas apresentem ao governo propostas de políticas que garantam a eles sobrevivência digna, segurança, paz e sustentabilidade.”

Com relação à produção agrícola, afirmou que a meta a ser perseguida é a da produção com equilíbrio, com sequestro de carbono e com proteção  à biodiversidade. “Estou certo de que o agronegócio brasileiro será um aliado estratégico do nosso governo na busca por uma agricultura regenerativa e sustentável, com investimento em ciência, tecnologia e educação no campo, valorizando os conhecimentos dos povos originários e comunidades locais. no brasil há vários exemplos exitosos de agroflorestas.”

 Ele bém citou os 30 milhões de hectares de terras degradadas no país. “Temos conhecimento tecnológico para torná-las agricultáveis. Não precisamos desmatar sequer um metro de floresta para continuarmos a ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Este é um desafio que se impõe a nós brasileiros e aos demais países produtores de alimentos, por isso estamos propondo uma aliança mundial pela segurança alimentar, pelo fim da fome e pela redução das desigualdades, com total responsabilidade climática.”

O Planeta Campo e o Canal Rural estão realizando a cobertura completa da COP27 com apoio da JBS, UPL e SLC Agrícola.