COP27: Brasil deve ficar atento a desmatamento e energias renováveis, segundo ABAG

A COP27, em novembro, deve destacar dois temas que são fundamentais para o Brasil pensar: o desmatamento e as energias renováveis

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022, COP27, deve destacar dois temas que são fundamentais para o Brasil pensar: o desmatamento e as energias renováveis. É o que aponta a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

O evento acontece entre os dias 6 e 18 de novembro no Egito.

O presidente da ABAG, Luiz Carlos Carvalho, conversou com o Planeta Campo e disse porque as duas questões devem entrar no radar do país.

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Carvalho acredita que o Brasil “nunca se preparou tanto” para uma conferência do clima quanto a que vai acontecer este ano.

“O governo tomou a frente, chamou o setor privado, estamos todos nos integrando para ter participação ativa para ocupar o espaço que o Brasil deve ter”, afirma.

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O presidente da ABAG afirma que o tema energia renovável vai ser o principal foco de discussão, especialmente após os acontecimentos mais recentes, com o risco da falta de abastecimento de gás na Europa por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Nisso, segundo Luiz Carlos Carvalho, o Brasil se destaca, já que é um grande produtor e incentivador de energias renováveis geradas por biomassa.

“Penso que vai ser uma continuação da COP anterior, em que os países mais pobres foram incentivados por aqueles que usam combustíveis fósseis, e, por consequência, reduziram os processos de descarbonizarão”, acredita.

Mudança de estigma

COP27

O Brasil ainda é visto com desconfiança por muitos países europeus no respeito à preservação ambiental e nos cultivos sustentáveis.

A missão do país na COP27, de acordo com o presidente da ABAG, é mostrar que essa impressão não passa apenas de uma visão equivocada sobre o país.

“Temos que ter em mente uma informação importante: até 1980, o Brasil importava absolutamente tudo. Em 30 anos, nos tornamos o terceiro principal produtor e exportador de produtos do agro. É claro que ganhamos com isso”, diz.

Desmatamento também vai ser discutido na COP27

Luiz Carlos Carvalho acredita que a forma como o Brasil trata o desmatamento ilegal da Amazônia — “que não é culpa dos produtores, mas de agentes externos”, como afirma — precisa ser efetivada para os países participantes da COP27.

“Nós estamos vivendo um momento diferente. Aqueles que nos apontavam o dedo como desmatadores, hoje são vistos como os apoiadores do cultivo em área de preservação por medo da fome”, opina.