Morango: conheça as técnicas de produção sustentáveis da fruta

Produtores do maior polo produtivo do país utilizam mudas geneticamente melhoradas e manejo integrado para reduzir impactos ambientais

A popular fruta vermelha, além de rica em vitamina C ainda pode contribuir com o equilíbrio ambiental. O morango tem diversas possibilidades de ser cultivado por meio de práticas sustentáveis de produção.

No principal polo produtivo do país, que responde por 50% da produção brasileira de morangos e fica na cidade de Senador Amaral, no Sul de Minas Gerais, os produtores rurais utilizam mudas geneticamente melhoradas, além de técnicas de manejo integrado para reduzir os impactos ambientais da produção.

O engenheiro agrônomo Antonio Felipe Fagherozzi explica os benefícios de trabalhar com mudas melhoradas. “Maior tolerância a patógenos que acabam atacando a parte aérea da planta, principalmente folhas, flores e frutas. Por isso é muito importante que os produtores de morango tenham muita atenção às cultivares que eles vão optar para realizar o cultivo. Estarem atentos às novas cultivares que estão chegando com maior tolerância a esse patógenos. Então, por si só o melhoramento é um fator chave no produtor porque diretamente ele vai estar direcionado ao manejo que o produtor irá realizar no campo de produção, principalmente com a diminuição da utilização de defensivos e como também, indiretamente, diminuir os custos de produção, além de estar produzindo uma fruta de melhor qualidade”.

Morango: conheça as técnicas de produção sustentáveis da fruta

Maior parte dos morangos do país são produzidos no sul de Minas Gerais

Já o manejo integrado é importante para racionalizar o uso de defensivos químicos, estimular o equilíbrio do ecossistema e manter a segurança dos produtos.

“O uso de produtos biológicos é uma tendência mundial, que são produtos a base de bactérias, de fungos, que combatem insetos, combatem outros fungos e bactérias, que não tem residual. Então você pode aplicar o produto, induzir uma resistência da planta e até matar o inseto e com isso você deixar de usar o químico. Então você consegue fazer esse trabalho, aí vem a parte do manejo integrado, que é onde a gente trabalha a questão de ensinar o produtos a enxergar o problema antes de ele estar muito atacado. Ele consegue conhecer a doença, o inseto, a praga e saber a hora certa de entrar com o controle”, explica Ronaldo Herculano de Lima, engenheiro agrônomo.