Mato Grosso destaca sustentabilidade da carne bovina brasileira na COP 28

Em entrevista ao Planeta Campo, o presidente do Imac, Caio Penido, destacou que o estado está trabalhando para mostrar ao mundo que é possível produzir carne em larga escala e também com conservação ambiental

O estado de Mato Grosso, líder na produção agropecuária do Brasil, está participando ativamente da COP 28, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que está sendo realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

No evento, o Instituto Matogrossense da Carne (Imac) está promovendo a sustentabilidade da carne bovina produzida no estado.

Em entrevista ao Planeta Campo, o presidente do Imac, Caio Penido, destacou que o estado está trabalhando para mostrar ao mundo que é possível, sim, produzir carne em larga escala e também com conservação ambiental.

Rastreabilidade

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Foto: Envato

Um dos temas que o Imac está trabalhando na COP é a rastreabilidade da cadeia da pecuária de Mato Grosso. A rastreabilidade é importante para garantir que a carne produzida no estado seja sustentável e atenda aos padrões internacionais.

“A rastreabilidade é um tema muito importante para todos os pecuaristas”, afirmou Penido. “No protocolo existente de exportação de carne do Brasil para a China já está prevista que essa rastreabilidade deve ser desde o nascimento até o abate.”

Atualmente, a rastreabilidade da carne produzida em Mato Grosso é feita no abate, com monitoramento diagnóstico socioambiental das propriedades. O Imac está desenvolvendo um programa chamado “Passaporte Verde” que vai ampliar a rastreabilidade até a fazenda de origem.

Penido também destacou que a rastreabilidade é importante para a competitividade da carne produzida em Mato Grosso. “A rastreabilidade é um requisito cada vez mais exigido pelos mercados internacionais”, disse. “Se nós não tivermos rastreabilidade, vamos perder competitividade.”

Combustíveis fósseis

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Foto: Envato

Outro tema que está sendo discutido na COP é o uso de combustíveis fósseis. O Brasil anunciou que vai aderir ao acordo OPEP+, que prevê a redução da produção de petróleo. Essa decisão foi criticada por alguns países, que acreditam que o Brasil está se distanciando de suas metas climáticas.

Penido afirmou que o Brasil está comprometido com a redução das emissões de gases de efeito estufa. “O Brasil é um país que tem uma matriz energética limpa, com 83% de energia renovável”, disse. “Nós estamos trabalhando para reduzir ainda mais as nossas emissões, mas isso tem que ser feito de forma responsável e sustentável.”

Lições para a COP 30

Belém do Pará, COP

Foto: MTUR

Penido também comentou sobre a estrutura da COP 28. Ele elogiou a organização do evento, mas destacou que o Brasil terá um desafio para receber a COP 30, que será realizada em Belém, no Pará, em 2025.

“A estrutura aqui em Dubai é de tirar o chapéu”, afirmou Penido. “Mas o Brasil é um país tropical, com um clima quente e úmido. A COP 30 vai ser realizada em Belém, que é uma cidade portuária. Vamos ter que enfrentar alguns desafios para receber o evento.”

O presidente do Imac também destacou que a COP 28 é uma oportunidade para o Brasil mostrar ao mundo suas boas práticas na produção de carne bovina sustentável.

“O Brasil é um país que tem uma produção de carne bovina sustentável”, afirmou Penido. “Nós estamos trabalhando para melhorar ainda mais a nossa produção, e a COP 28 é uma oportunidade para mostrarmos ao mundo o que estamos fazendo.”