Pará busca apoio internacional para preservação da Amazônia

Helder Barbalho também buscou o apoio dos Estados Unidos para o Programa de Rastreabilidade da Cadeia da Pecuária, lançado pelo governo do Pará no ano passado

O governador do Pará, Helder Barbalho, participou do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde discutiu o apoio internacional para projetos de preservação da Amazônia.

Em um encontro com o presidente do Conselho Nacional Suíço, Éric Nussbaumer, Barbalho defendeu uma maior cooperação bilateral entre os dois países, incluindo o aporte de recursos no Fundo Amazônia Oriental (FAO), criado pelo governo do estado.

O FAO tem como objetivo financiar ações de preservação e conservação da floresta amazônica, incluindo projetos de restauração florestal, combate ao desmatamento e apoio a comunidades tradicionais.

Em outro encontro, com o Enviado Especial Adjunto para o Clima do Departamento de Estado Americano, Rick Duke, Barbalho discutiu o apoio dos Estados Unidos ao Sistema Jurisdicional de Redução por Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), que está em fase de implementação no estado.

O REDD+ é um mecanismo que permite a países em desenvolvimento receberem compensações financeiras por reduzirem ou evitarem o desmatamento.

Rastreabilidade

rastreabilidade, Pará

Foto: Semas

Barbalho também buscou o apoio dos Estados Unidos para o Programa de Rastreabilidade da Cadeia da Pecuária, lançado pelo governo do Pará no ano passado.

O programa visa rastrear a origem da carne produzida no estado para garantir que ela seja proveniente de áreas livres de desmatamento.

“Nosso objetivo é acelerar a desvinculação entre a produção agrícola e o desmatamento”, afirmou Barbalho.

“Queremos fortalecer a integridade ambiental de créditos de carbono no mercado voluntário e garantir oferta e demanda por créditos de alta integridade.”

O governador também ressaltou a importância de promover a rastreabilidade da cadeia da pecuária com inteligência de dados.

“É preciso garantir que a geração de créditos de carbono se dê de forma colaborativa e com benefícios àqueles que vivem nos territórios”, disse.