Soluções baseadas na natureza: aliadas do agronegócio na luta contra as mudanças climáticas

O setor agropecuário, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil, enfrenta o desafio de se tornar mais sustentável e reduzir suas emissões

O setor agropecuário, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil, enfrenta o desafio de se tornar mais sustentável e reduzir suas emissões. Nesse contexto, as soluções baseadas na natureza (SbN) emergem como uma alternativa promissora para conciliar produtividade com a proteção ambiental.

As SbN são ações que visam proteger, conservar, restaurar e gerenciar de forma sustentável os ecossistemas naturais e modificados. No contexto do agronegócio, elas podem incluir práticas como rotação de culturas, consórcio de culturas, uso de adubo orgânico, manejo integrado de pragas, restauração de áreas degradadas e sistemas agroflorestais.

As vantagens das SbN são diversas, trazem aumento da produtividade através da diversificação de culturas e a restauração do solo, redução das emissões de GEE, com práticas que sequestram carbono e reduzem o uso de combustíveis fósseis e a conservação da biodiversidade através da proteção dos ecossistemas naturais e a criação de habitats para animais que contribuem para a preservação da fauna e flora.

Há diversos exemplos de SbN que podem ser aplicadas no agronegócio.

A agricultura de precisão, irrigação eficiente, manejo integrado de pragas e doenças. O uso de biofertilizantes e bioinsumos e a gestão sustentável da água, são só alguns exemplos possíveis.

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Foto: Envato

Tudo isso pode ser recompensado através do Pagamento por serviços ambientais, com a remuneração dos produtores rurais que adotam práticas sustentáveis e preservam a natureza.

A adoção de boas práticas agrícolas ancoradas nas SbN é fundamental para a sustentabilidade do setor agropecuário. O pagamento por serviços ambientais é uma forma de incentivar a adoção dessas práticas, reconhecendo o papel dos produtores rurais na proteção ambiental.

Para mais informações sobre as vantagens das SbN no setor agropecuário, consulte o documento “Setor Empresarial Brasileiro Rumo às Emissões Líquidas Zero: Estratégias Integradas para Soluções Baseadas na Natureza” disponível no site do ETHOS (www.ethos.org.br).

Caio Magri
Caio Magri é graduado em Sociologia pela USP, foi gerente de políticas públicas da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, além de coordenador do Programa de Políticas Públicas para a Juventude da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto (SP). Sob a coordenação de Oded Grajew, integrou a equipe da Assessoria Especial do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Atualmente é presidente do Instituto Ethos e participa como membro dos seguintes conselhos: Transparência Pública e Combate à Corrupção (CGU); Pró-Ética (CGU); Agro + (MAPA); Infra + (MInfra); Rede Nossa São Paulo; Instituto de Apoio a Crianças e Adolescentes com Doenças Renais (ICRIM); Associação São Agostinho (ASA); Instituto Brasileiro de Autorregulação no Setor de Infraestrutura (IBRIC); Instituto Ética e Saúde; e Fundo JBS Amazônia.