Parceria propõe modelo para demonstrar sustentabilidade da soja

O guia tem roteiros específicos para dois dos principais biomas do país, o Cerrado e a Amazônia, e visa auxiliar os produtores a demonstrar a sustentabilidade da soja

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal (Imaflora) e a The Nature Conservancy (TNC) lançou nessa quarta-feira (dia 27) um guia para elaboração de relatórios sobre a sustentabilidade da produção de soja.

O guia tem roteiros específicos para dois dos principais biomas do país, o Cerrado e a Amazônia, e visa auxiliar os produtores a demonstrar se sua soja é “livre de desmatamento”.

Cada vez mais investidores, mercados importadores e consumidores exigem informações sobre o processo de produção e de comercialização desses produtos, tornando a transparência obrigatória para a sobrevivência dos negócios.

A União Europeia, o Reino Unido e mesmo a China dão passos para tornarem-se cada vez mais exigentes neste sentido.

Transparência

Sustentabilidade da soja

Soybean growth control, male hand touching soy plant leaf in cultivated field

O coordenador de projetos sênior do Imaflora, Lisandro Inakake, explica que os modelos atuais são insuficientes para compreender os impactos ambientais e sociais associados à soja.

“Esse roteiro oferece um parâmetro transparência sobre a soja originada na Amazônia e no Cerrado brasileiros e, na outra ponta, permitirá que os compradores do grão vejam a evolução dos compromissos das empresas”, afirma Inakake.

A gerente global da Estratégia Zero Conversão da TNC, Melissa Brito, ressalta que o guia vai preencher lacunas de informações básicas e ajudará empresas a alcançar melhorias contínuas no cumprimento de seus compromissos de zero desmatamento.

“Empresas compradoras estão procurando formas de serem proativas e parceiras na transição de produção de zero desmatamento e com respeito aos direitos humanos”, detalha Brito.

Roteiro

O guia está dividido em quatro partes. A primeira oferece orientações gerais sobre a divulgação das informações e a segunda solicita informações relativas à organização que está elaborando o relatório de progresso.

Já a terceira parte é a mais importante, na qual se apresentam os indicadores para mensurar os avanços concretos nas áreas de onde uma trader origina a soja (própria e de fornecedores), em termos de eliminação do desmatamento e com base no respeito aos direitos humanos.

Na quarta parte estão listados termos e definições utilizados neste documento de forma a facilitar a compreensão dos requisitos e indicadores propostos.